Nos meses de abril e maio, paróquias, movimentos e pastorais da Arquidiocese de Salvador avaliarão o trabalho de evangelização desenvolvido por eles. A iniciativa visa responder aos desafios da atuação da Igreja nos grandes centros urbanos e buscar novas metas de ampliação e fortalecimento deste trabalho.
Serão distribuídos formulários para que os fiéis e voluntários preencham e deem suas sugestões, e o resultado apresentado em cada forania, na primeira quinzena de julho. Em seguida, uma síntese das constatações será elaborada e enviada à secretaria de Pastoral Arquidiocesana para servir de respaldo nas discussões da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, que acontecerá em novembro.
De acordo com o coordenador arquidiocesano de Pastoral, Pe. Edson Menezes, a eficiência da ação pastoral em uma Igreja caracterizada por realidades diversas necessita de um acompanhamento das demandas de cada instância e segmento.
“As DGAE [Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, da CNBB] nos questionam sobre como estamos respondendo ao desafio de evangelizar nas grandes cidades. Ao identificarmos essas realidades poderemos dar uma resposta eficaz. Com o projeto Minha casa, Minha vida vão explodindo as construções e nos perguntamos como atingir essas pessoas.”, afirmou.
Pastoral – A continuidade da ação de Cristo no mundo é a meta que move as atividades pastorais. Quando desenvolvidas para atender a realidades específicas, como juventude e crianças, as ações são integradas pelo serviço da coordenação de Pastoral, responsável por articular e criar a unidade da evangelização. Sobre vencer os desafios nos grande centro urbanos, Pe. Edson Menezes demonstra determinação:
“A Pastoral Urbana é hoje um dos grandes desafios da Igreja. Precisamos primeiro aprofundar a reflexão sobre esse tema e assim encontrar pistas para evangelizar de um modo diferente. Muitas vezes trabalhamos e mantemos um discurso destinado a um mundo rural. O documento de Aparecida nos fala de uma necessidade de conversão pastoral. Precisamos mudar a feição da nossa atuação. É provocativa essa questão da conversão pastoral. Não posso ficar fazendo hoje o que eu fazia na década de 60 ou 70”, concluiu.