A Arquidiocese de Salvador já iniciou o processo de avaliação pastoral proposto para este ano pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, da CNBB (DGAE). A iniciativa tem o objetivo de estabelecer novos rumos para melhorar e ampliar o trabalho de evangelização desenvolvido pela Igreja nos grandes centros urbanos.
O estudo das Diretrizes foi o ponto de partida para que as paróquias e as pastorais desenvolvessem suas atividades. Em seguida, foram respondidos formulários, enviados pela Arquidiocese, com sugestões e metas a serem atingidas. De acordo com a coordenadora da Pastoral do Menor, Maria Glacia Bastos, o documento motivou os membros desta pastoral a pensar em novos questionamentos baseados em sua experiência evangelizadora.
“A leitura do documento nos motivou, pois nele encontramos elementos que dão força para a nossa caminhada pastoral, nossa identidade. Ele nos mostra que nosso serviço se enquadra nas propostas da Igreja. Portanto, nosso grande desejo é que a proposta das Diretrizes possa se efetivar e que o serviço que desempenhamos ganhe visibilidade enquanto Igreja Católica”, declarou.
Seguindo a mesma proposta, a Ação Social Arquidiocesana (ASA) realizou, no dia 17 de abril, um encontro de estudo dos dois primeiros capítulos das Diretrizes com as Pastorais Sociais. Das 16 pastorais convidadas, 12 participaram do momento de reflexão e discussão.
“O grupo sentiu necessidade de trazer questões próximas à sua realidade pastoral e externou um desejo de que todo este trabalho tenha um retorno. Ou seja, as demandas levantadas devem ser efetivadas para que nosso trabalho social ganhe forças”, afirmou Josilene Passos, articuladora da ASA.
A Paróquia Nossa Senhora da Luz também se reuniu para discutir sua ação evangelizadora. Durante o mês de março, duas assembleias foram feitas com as pastorais para que, a partir do método Ver, Julgar e Agir, fossem suscitados os desafios e propostas para seu trabalho pastoral. Para o Frei Rogério Soares, pároco da Nossa Senhora da Luz, os fiéis demonstraram entusiasmo com a iniciativa.
“Os paroquianos comaçaram a olhar a Paróquia pensando no que pode ser mudado para melhorar e atender à demanda atual de evangelização. As pessoas que vivem na cidade grande precisam de formação e os atuais métodos não são suficientes para atraí-las. Não basta mais esperar que elas venham até a Igreja. A Igreja deve ir ao encontro delas.”, ponderou.
Os resultados deste processo de avaliação em cada paróquia, pastoral e movimento serão apresentados à Arquidiocese de Salvador durante uma assembleia na primeira quinzena de julho.